A arte da joalheria - Cuidados com a joia e Curiosidades

A joalheria em todas as épocas

Mais de sete mil anos levam ao ancestral do homem moderno que resolveu utilizar artefatos rústicos como conchas e sementes para embelezamento pessoal. Chega-se a afirmar que a peça de adorno veio mesmo antes da roupa, e que os trajes derivaram desses ornamentos. Hoje, as jóias e metais preciosos, não diferente das propostas de antigamente, destacam nossos sentimentos e caracterizam a atração por materiais raros e belos.

O desenvolvimento da arte vem desde a Antiguidade quando as técnicas básicas tornaram-se mais sofisticadas. Modelar imagens para compor brincos, colares e braceletes remonta a antiga Grécia.

Na fase Romana, o ouro, esmeraldas, safiras e pérolas brancas criam um grande contraste com as jóias da Idade Média, que expressavam os ideais do Cristianismo.

No Renascimento, peças históricas decoradas com esmaltes e pedras preciosas revelam um nível artístico equiparado aos da pintura e escultura.

No Barroco a mudança de estilo fica evidente. As jóias tornam-se um símbolo de status social.

No período Rococó, as jóias se tornam assimétricas e leves. Surgem, pela primeira vez, jóias para o dia (mais leves) e jóias para a noite, desenhadas para cintilarem à luz das velas.

No Neoclássico, o design adapta-se ao estilo, que buscou inspiração das épocas grega e romana. No século XIX, iniciam-se as grandiosas jóias projetadas para a corte do Imperador (então, Napoleão I).

Quase na mesma época, nasce o Romantismo, retornando ao design das jóias da Antiguidade e dos tempos medievais. O gosto pelo luxo, encorajado por um período de prosperidade, baixos impostos e uma sociedade elitizada foi expresso pelas jóias com diamantes.

No século XX, joalheiros adotaram um novo estilo. Inspirados no século XVIII, comporam a delicadeza e as flores estilizadas com a utilização da platina, uma reação às jóias cravejadas de diamantes. No mesmo período, os joalheiros do Art Nouveau criaram furor na Exposição de Paris, em 1900, apresentando inspiração na natureza em jóias com materiais como marfim e chifres de animais. A paz, fato que aconteceu em 1918, impõe às joalherias o estilo Art Decó associado ao Cubismo, ao Abstracionismo e a arquitetura da Bauhaus. Após a 2ª Guerra Mundial, a procura por jóias não acontece somente para uso, mas também para investimento.

A partir da segunda metade do século XX novas idéias, conceitos e materiais foram concebidos.

 

 

 

A joalheria na atualidade

Atualmente, a joalheria mundial está voltada para o design, que deve ser criativo, identificável e corresponder a uma clientela sempre crescente e ansiosa por inovações. Por isso, as técnicas de fabricação, a expressão dos estilos, os conceitos inseridos, os desejos intrínsecos de beleza e o status social, certamente, premiam a qualidade, a criatividade e o valor artístico. Alguns países são conhecidos pelo estilo muito próprio de suas jóias:

• O Japão: As jóias de fabricação japonesa são conhecidas por sua manufatura precisa e cuidadosa, feitas em sua maioria com ouro 18K.

• A Itália: As jóias italianas têm seu destaque pelo alto apelo à moda e sua ampla faixa de estilos clássicos e modernos. A Itália também se caracteriza pela mais avançada tecnologia em fabricação de jóias.

• A Alemanha: É conhecida pela sua elegância simples e estilo e tecnologia superior de processamento. Produz uma grande variedade de produtos de grande peso e luxo.

• A Suíça: É conhecida pela sua manufatura cuidadosa, que vem de sua tradição em fabricação de relógios. A maioria de suas jóias consiste em produtos de luxo feitos à mão.

• Estados Unidos é conhecido principalmente por seus anéis de casamento e outros produtos industrializados, junto a alguns produtos de marcas muito valiosas.

• O Brasil: Seguindo uma tendência mundial nas últimas décadas, a arte da joalheria no Brasil vem se adaptando a uma clientela que compra não só para uso, mas também como investimento. Que se interessa por novos e diferentes designs e, principalmente, muito exigente quanto a qualidade do que adquire.
Surgiram novas idéias e conceitos e, também, novos materiais, dando asas à criatividade dos designers. A elegância e o equilíbrio de uma jóia passou a ser bem mais valorizado que a quantidade de ouro que a peça pode conter.
Novas maneiras de se utilizar tradicionais peças como anéis ou braceletes foram sugeridas e as jóias passaram a ser vistas também como pequenas esculturas que, dependendo da criatividade e da técnica de confecção empregada, podem adquirir novas formas.
Atualmente, não existem mais preconceitos quanto à utilização de materiais e técnicas não-convencionais. As jóias brasileiras já são identificadas no mercado consumidor estrangeiro pelo traço jovem e leve, pela paleta de cores, pela beleza das peças e pela exclusividade de algumas gemas nacionais.