Joias Antigas - Cuidados com a joia e Curiosidades

A joia mais antiga

Uma equipe de cientistas de cinco países (Noruega, Reino Unido, França, EUA e África do Sul) encontrou as mais antigas jóias de que se tem notícia, colares com 75.000 anos de idade.
Embora tenham sido confeccionadas apenas com conchas, sem emprego de nenhum metal, não há como deixar de considerá-los jóias, pois está muito claro que foram feitos para adorno pessoal. O fato de ser matéria orgânica não invalida essa classificação, pois também são orgânicos o coral, o marfim, a pérola, o âmbar. As conchas pertencem à espécie Nassaurius kraussianus, animal comum na região entre Moçambique e a África do Sul e conhecido desde 1846.
Foram encontradas em uma caverna chamada Blombos, na África do Sul, e o que levou os cientistas a considerá-las peças de um colar foram três fortes evidências:
1 - Elas têm cores, bem como tamanhos, semelhantes (entre pouco mais de 0,5 cm até quase 1,0 cm), denotando uma escolha feita com base em aspectos estéticos.
2 - Todas as conchas estão furadas e os furos são vistos nos mesmos lugares na maioria delas.
3 - O exame com microscópio eletrônico mostrou que em torno dos furos ocorreu um desgaste que é compatível com o atrito de um fio em que elas houvessem sido enfiadas.
Os colares da caverna de Blombos são 30.000 anos mais antigos que as mais antigas jóias até agora conhecidas e não se sabe se eram usados por um homem ou por uma mulher.
A descoberta foi anunciada em artigo publicado em abril pela conceituada revista norte-americana Science.


Poucas joias antigas sobreviveram

Muito poucas joias feitas antes do século XVIII sobreviveram. Os melhores exemplos são provavelmente os do Antigo Egito, muitos dos quais cravejados de pedras como turquesas, lápis-lazúli e cornalinas. Eles exibem a excepcional habilidade dos ourives egípcios: o ouro refinado, temperado e soldado, as gemas talhadas - provavelmente por meio de areia de sílica, uma técnica conhecida também pelos chineses antigos.
Os romanos avançaram, desenvolvendo pedra polida em vez da cravação.
A arte do ourives e lapidador sobreviveu na Idade Média, embora na era medieval o estilo gótico fosse funcional - principalmente em fivelas, fechos e anéis.

Tritão (a foto ao lado): Neste pendente típico do século XVI, uma pérola empresta forma ao torso, com diamantes e rubis engastados em ouro ao seu redor.